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NOSSA HISTÓRIA

Um legado de fé, seleção e inovação na pecuária

Somos uma família com DNA de boiadeiros.

Meu avô, meu bisavô, meu pai — todos eram de comitiva. Conduziam animais vindos do Nordeste do país, entrando por Goiás e cruzando todo o Centro-Oeste, muitas vezes terminando seus trajetos em outros países da América do Sul. ​ Durante essas longas viagens, eles também faziam seleção — não apenas nas fazendas, mas ao longo do caminho. Observavam o compasso do gado, a resistência, a capacidade de chegar ao destino. ​Eram homens que dormiam debaixo de árvore, sem estrada, subindo e descendo morros, enfrentando chuva e sol — mas sempre chegavam ao destino final. ​Pessoas de muita fé. ​Selecionadores natos, escolhiam até pelo passo do animal. Aqueles que começavam muito rápidos dificilmente terminavam a jornada. Já os que mantinham um compasso mais lento, porém constante, eram os que alcançavam a aguada e bebiam a água limpa. ​O primeiro que chega ao capim verde e água limpa é o que ganha a força da nutrição — e eles observavam isso com atenção. ​Percebiam que os animais com ritmo compassado resistiam mais, e mesmo que chegassem magros, ao encontrar boa forragem, recuperavam-se rapidamente e ganhavam peso de forma impressionante. ​Era, na prática, um processo de seleção natural. ​Os que não resistiam ficavam pelo caminho. ​A comitiva era também uma escola — de observação, de paciência e de métricas. ​Acompanhar o gado no frigorífico era parte do ofício. Eles comparavam, avaliavam, aprendiam. ​Nosso gado sempre se destacou ao lado dos demais lotes, recebendo cumprimentos e reconhecimento — e assim seguimos até hoje.

Conheça a linha do tempo

DA BALANÇA 
AO CRIADOR

O objetivo final sempre foi o mesmo: a balança, o dinheiro no bolso e a sustentabilidade da pecuária.

Até a geração do meu avô, o foco era o peso.

Com meu pai, veio um novo olhar — o aprimoramento da seleção dentro do Tabapuã e a busca por resultados também para o criador.

O que o criador precisava?

Um animal rústico, criado a pasto, sem “manual de funcionamento”, que chegasse e cumprisse seu papel: com alta libido, precocidade, excelente habilidade materna, fêmeas longevas, produtivas, com grande capacidade de heterose, dóceis e fáceis de manejar — algo essencial também para a segurança de quem trabalha conosco.

Era esse tipo de animal que oferecíamos, mantendo o mesmo DNA da observação e da eficiência na balança.

Meu pai sempre dizia:

“Minha filha, é muito bom o cliente novo, mas é muito melhor o cliente que retorna.” E Graças a Deus, nossos clientes sempre retornam-e os honramos.

CONFIANÇA QUE
ATRAVESSA
GERAÇÕES

Desde aquela época, nossa relação com frigoríficos e criadores sempre foi sólida e baseada em confiança. E o mais importante, atravessa gerações.

Em relação aos frigoríficos, eles sempre souberam o que estavam recebendo e repassavam um produto de qualidade — com mais peso, mais carne e melhor rendimento.

Sem saber, já entregávamos carne de excelência, e eles sempre pagaram um prêmio por isso.

Até hoje, muitos frigoríficos nem pedem vídeo da boiada:

“Não, não. Temos vaga para tal dia e vamos pagar X.”

Essa confiança construída ao longo de décadas é algo que queremos continuar e honrar.

O LEGADO
CONTINUA

Com o falecimento do meu pai, senti um chamado muito forte para continuar esse legado de três gerações.

Agora, na quarta geração, junto do meu esposo e dos meus filhos, decidimos fazer algo maior — um projeto plural e inovador dentro da pecuária nacional.

Investimos em genética e identificamos animais superlativos — com carcaça espetacular, precoces, férteis e, agora, com foco especial em marmoreio.

Assim que recebemos nossos animais, realizamos inventário por ultrassonografia de carcaça, para entender o que carregam por dentro.

Descobrimos que 16% do plantel já era naturalmente marmorizado.

Selecionamos doadoras com excelente AOL, cobertura e grau de marmoreio, multiplicando-as por TE e outras tecnologias reprodutivas.

Afinal, o custo de multiplicar um bom ou um mau animal é o mesmo — a diferença é saber qual multiplicar.

Desejamos que o Brasil deixe de multiplicar carne commodity e passe a produzir carne de excelência — saborosa, saudável e de alto valor agregado.

Nosso sonho é que todo brasileiro — e o mundo — possa comer carne de qualidade criada a pasto de forma sustentável, com prazer e orgulho.

Primamos por uma genética de características fenotípicas superlativas, sem perder a rusticidade do criatório a pasto, com origem, processos, transparência e muita tecnologia buscando entregar ao consumidor final a carne macia, saborosa e marmorizada .

A pecuária sempre foi tecnológica — a IATF, a TE, a seleção genômica — e nós continuamos absorvendo tudo isso, com os pés firmes nas raízes do passado.

HONRANDO
O LEGADO

Fazemos tudo isso para honrar nossos antepassados.

Eles fizeram tudo — sem trator, sem celular, atravessando rios de balsa, dormindo sob árvores, nas comitivas.

Deixaram-nos mais que uma fazenda — deixaram um legado de excelência.

É uma honra continuar essa história, mas também uma grande responsabilidade.

Não podemos, jamais, esquecer o passado.

FÉ, AMOR E
PROPÓSITO

É um trabalho de sol a sol, feito com dedicação e amor — porque sem amor, nada disso se sustenta. Criar o Tabapuã nos enche de orgulho.

E, no fim, vem a pergunta: de onde vem essa força?

Vem do alto — do meu pai, meu avô, bisavô e irmão. Vem de Deus e de todos os nossos intercessores.

Com fé, saudade e gratidão, seguimos honrando e preservando a natureza — observando a terra, os ventos, as águas e os animais.

É um ciclo bonito, que integra terra e céu.

A terra oferece tudo, mas os céus comandam.

Nossa fé é imensa.

E é com ela que seguimos essa jornada.

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